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Item type:Item, ASSOCIAÇÃO ENTRE MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E ACHADOS HISTEROSCÓPICOS: UM ESTUDO OBSERVACIONAL EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA NO INTERIOR DA BAHIA(2026-05-28) MENEZES, Jaciane Santana de; SILVA, Indiara Marquene Felix da; SÁ, Maria Clara Queiroz Nolêto; SILVA, Luciana Pereira; BENTO, Danyelle Araujo Cardoso; SOUZA, Carolina Oliveira de; ALMEIDA, André Henrique do Vale de; CORDEIRO, André Luiz Lisboa; BRITO JUNIOR, Edison Benedito da LuzObjetivo: Analisar a associação entre manifestações clínicas ginecológicas e achados histeroscópicos em mulheres atendidas em um hospital de referência. Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal realizado entre outubro de 2025 e abril de 2026 (n=23), em Feira de Santana, Bahia. Os dados foram analisados via testes inferenciais, regressão logística multivariada e Análise de Componentes Principais (PCA). Resultados: Observou-se média etária de 40,13 anos e predominância de sobrepeso. O pólipo endometrial/endocervical foi o achado principal (43,48%). O sangramento uterino anormal foi a queixa predominante, contudo, 100% das pacientes assintomáticas apresentaram alterações cavitárias, evidenciando dissociação clínico- patológica. A idade (OR=1,11; p=0,06) e o histórico gestacional apresentaram-se como os principais preditores de risco no mapeamento vetorial. Embora o IMC não tenha atingido significância isolada, a análise multivariada identificou-o como um componente inflamatório aditivo independente, sugerindo que o tempo de exposição biológica prevalece sobre o perfil metabólico na gênese das lesões. Conclusão: A video-histeroscopia é indispensável para a identificação de patologias silenciosas. A investigação deve ser pautada em um modelo de predição integrado que considere a maturidade biológica e o histórico reprodutivo, além da sintomatologia.Item type:Item, ASSOCIAÇÃO ENTRE TEMPO DE INTERNAÇÃO E INFECÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS EM NEUROCIRURGIA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA.(2026) SANTOS, Beatriz Araujo da Silva; SANTOS, Breno Silva; LIMA, Bruno de Souza Asevedo; BARBOZA, Danillo de Almeida; REIS, Julia Carvalho; VELOSO, Sabrina LacerdaAs infecções pós-operatórias em neurocirurgia associam-se ao aumento da morbimortalidade, prolongamento da hospitalização e maior complexidade assistencial, sendo o tempo de internação hospitalar apontado como possível fator relacionado ao desenvolvimento dessas complicações. Objetivo: Analisar a associação entre tempo de internação hospitalar e ocorrência de infecções pós-operatórias em pacientes submetidos a procedimentos neurocirúrgicos. Métodos: Revisão sistemática conduzida conforme o PRISMA 2020 e registrada no PROSPERO (CRD420261406527). As buscas foram realizadas nas bases PubMed, MEDLINE, Scopus, Embase, LILACS e Google Acadêmico. Foram incluídos estudos observacionais que avaliaram a associação entre permanência hospitalar e infecções pós-operatórias em neurocirurgia. A qualidade metodológica foi avaliada pelos critérios do Joanna Briggs Institute (JBI). Resultados: Foram incluídos 10 estudos observacionais publicados entre 2014 e 2023. O prolongamento da permanência pré-operatória associou-se ao aumento do risco de infecção de sítio cirúrgico, meningite pós-craniotomia, sepse e outras infecções relacionadas à assistência à saúde. Pacientes acometidos por complicações infecciosas apresentaram maior tempo de internação, necessidade ampliada de suporte intensivo e reintervenções cirúrgicas. Uso de dispositivos invasivos, corticosteroides, quimioterapia e maior complexidade perioperatória também estiveram relacionados ao aumento do risco infeccioso. Conclusão: O prolongamento da internação hospitalar apresentou associação consistente com o aumento do risco de infecções pós-operatórias em neurocirurgia, reforçando a importância da otimização do fluxo perioperatório e das medidas de prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde.Item type:Item, CHALLENGES AND POTENTIALITIES OF STUDENTS WITH ATTENTION-DEFICIT/HYPERACTIVITY DISORDER AND HIGH ABILITIES: A SYSTEMATIC REVIEW(2026-04-24) DANTAS, Bruna Barbosa Almendra; TRIGO, Aline Alencar Sousa; ALMEIDA, Deoclecio Santana de; SOUZA, Mauricio Bastos; SANTOS, Talita Fernandes; ALMEIDA, André Henrique do Vale de; SANTANA, Camille Batista da SilvaObjetivo: Analisar os desafios e as potencialidades de estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade e Altas Habilidades/Superdotação. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura de acordo com as diretrizes PRISMA, com buscas conduzidas nas bases de dados MEDLINE, LILACS e Scopus. O recorte temporal compreendeu o período de 2015 a 2025, aplicando critérios de elegibilidade voltados a estudos que abordassem o perfil neuropsicológico e pedagógico dessa população.Resultados: Os achados indicaram que as principais potencialidades estão no raciocínio verbal abstrato e na criatividade, enquanto os desafios concentram-se em déficits nas funções executivas, como memória de trabalho e controle inibitório. Identificou-se que a preparação insuficiente de professores e a ausência de instrumentos de avaliação integrados contribuem para diagnósticos equivocados e para o sofrimento emocional dos estudantes. Conclusão: A dupla excepcionalidade, TDAH e AH/SD, evidencia um perfil complexo que combina altas habilidades com fragilidades autorregulatórias. Essa condição exige uma abordagem pedagógica multidimensional, com enriquecimento curricular e apoio psicopedagógico, a fim de promover a inclusão efetiva e o desenvolvimento integralItem type:Item, DIAGNÓSTICO, ASPECTOS CLÍNICOS E TERAPÊUTICOS DA DEFICIÊNCIA DE ORNITINA TRANSCARBAMILASE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA(2026-02-01) BACELAR, Lorena Cajado; REIS, Ana Claudia Nobre; CEDRAZ, Ciro Gabriel Bastos; LIMA, Eduardo Falcão Cerqueira; CAVALCANTE, Nicholas Cristhofer Verderossi; PINTO FILHO, Paulo Roberto GuimarãesA deficiência de ornitina transcarbamilase (OTC) é o erro inato do metabolismo mais comum do ciclo da ureia, caracterizado pelo acúmulo de amônia tóxica decorrente de mutações no gene OTC. Essa condição pode levar a graves complicações neurológicas e metabólicas, sendo o diagnóstico precoce essencial para o manejo clínico adequado.Objetivo: Analisar os aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos da deficiência de OTC, com base em evidências publicadas entre 2020 e 2025.Método: Trata-se de uma revisão sistemática realizada conforme o protocolo PRISMA 2020, registrada no PROSPERO (CRD420251067439). Foram incluídos 13 estudos originais das bases PubMed, SciELO, Scopus, Science Direct, Medline, LILACS e BVS, abordando manifestações clínicas, métodos diagnósticos e estratégias terapêuticas.Resultados: Os estudos destacaram a eficácia da triagem neonatal por espectrometria de massa em tandem (MS/MS) e ensaios enzimáticos, a relevância das correlações genótipo-fenótipo e o papel do transplante hepático na estabilização metabólica e melhora da sobrevida (>95%). Mulheres portadoras apresentaram sintomas subestimados, especialmente durante a gestação. Ensaios clínicos recentes com terapia gênica (DTX301) mostraram segurança e eficácia preliminares.Conclusão: A literatura evidencia avanços diagnósticos e terapêuticos relevantes na deficiência de OTC, embora ainda existam limitações relacionadas à acessibilidade e padronização das condutas. O fortalecimento da triagem neonatal, o acompanhamento genético e o desenvolvimento de terapias inovadoras representam caminhos promissores para o manejo clínico e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.Item type:Item, Marcadores genéticos no transtorno do Espectro Autista e sua aplicação no diagnóstico e tratamento: uma revisão sistemática(2025-12-04) EVERO, Maria Eduarda Lopes Ferreira; NEVES, Breno Magalhães; FARIA, Felipe Silveira de; MATOS, Maria Beatriz Carneiro; GUSMÃO, Pedro Henrique Bandeira de Melo; SILVA, Marcus Vinicius Cardoso MatosO Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimental complexa, caracterizada por dificuldades na comunicação social, comportamentos repetitivos e interesses restritos. O crescente aumento em sua prevalência tem impulsionado investigações sobre seus fatores etiológicos, especialmente os genéticos. Um amplo espectro de variantes genéticas associadas ao TEA, incluindo mutações raras e variações comuns, com destaque para genes como CHD8, SCN2A e SHANK3. Objetivo: analisar os marcadores genéticos associados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e explorar suas aplicações em diagnóstico e tratamento.Métodos: revisão sistemática registrada no PROSPERO (CDR42025106770), conduzida conforme o PRISMA 2020, com buscas em MEDLINE/PubMed, Scopus e Google Acadêmico (2020–2024). Critérios de elegibilidade priorizaram estudos humanos que investigaram variantes genéticas (raras e comuns), CNVs, epigenética (EWAS), transcriptômica e microRNAs associados ao TEA. Risco de viés avaliado por NOS (observacionais) e apreciação qualitativa (funcionais/laboratoriais). Resultados: 18 estudos foram incluídos, envolvendo GWAS, exoma/genoma, análises epigenômicas e funcionais. Houve convergência para redes sinápticas e de neurodesenvolvimento, com destaque para genes como CHD8, SCN2A, SHANK3, CNTNAP2, DYRK1A, NRXN1, FOXP1, além de CNVs (ex.: 16p11.2, 22q11.2) e assinaturas de microRNAs sanguíneos. Evidências ligaram perfis genéticos a fenótipos (linguagem, empatia, gravidade clínica), sugerindo potencial para estratificação diagnóstica e intervenções personalizadas; contudo, heterogeneidade metodológica e amostras específicas limitam a generalização. Conclusão: marcadores genéticos exercem papel central na arquitetura do TEA e já despontam como biomarcadores para triagem, prognóstico e eventual terapêutica alvo-específica