A legitimidade e o reconhecimento da filiação socioafetiva.
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Resumo
As últimas décadas assistiram a uma profunda transformação do Direito das Famílias
no Brasil. Amparados pelos princípios da solidariedade social, da igualdade entre os
filhos e do melhor interesse da criança, os tribunais e legisladores vêm reconhecendo
a centralidade da afetividade na constituição das famílias. Nesse contexto, a filiação
socioafetiva se consolida como um marco legal e social. Através da valorização dos
laços afetivos, o ordenamento jurídico brasileiro reconhece a plenitude de direitos
entre pais e filhos, mesmo que a filiação biológica não esteja presente. A importância
das relações de parentesco para o direito deve-se aos seus efeitos jurídicos
estabelecidos com direitos e deveres entre os parentes que faz decorrer situações
como: direito de requerer e obrigação de ofertar alimentos, recebimento de herança
entre outros. Este estudo aprofunda essa temática, explorando o consenso entre
partes como ferramenta fundamental para o reconhecimento da filiação socioafetiva.
Através de uma análise aprofundada dos requisitos legais e jurisprudenciais, tanto no
âmbito judicial quanto extrajudicial, o estudo mapeia os principais aspectos do
procedimento. Para embasar a pesquisa, decisões do Tribunal de Justiça do Estado
da Bahia são cuidadosamente examinadas, revelando as nuances e tendências da
aplicação do princípio da afetividade no reconhecimento da filiação socioafetiva.
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Citação
SOARES, Renata Dionísio; LIMA, Rozânio Gomes de. A legitimidade e o reconhecimento da filiação socioafetiva. Orient. Camila de Mattos Lima Andrade. 2024. 18 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Centro Universitário UniFTC, Jequié, 2024.