Exercício físico e capacidade funcional em idosos: uma revisão narrativa da literatura
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Resumo
A presente pesquisa, fundamentada em uma revisão narrativa da literatura, teve como
objetivo analisar os efeitos do exercício físico regular na manutenção e promoção da capacidade
funcional de idosos. Os achados evidenciam que a prática sistemática de atividades físicas traz
benefícios significativos e multifatoriais para essa população. Estudos analisados apontam uma
melhora de 25% a 40% na mobilidade funcional, além de uma redução de aproximadamente
30% no risco de quedas, um dos principais fatores de morbidade e mortalidade em idosos.
Dentre os diferentes tipos de intervenções, os programas multicomponentes, que combinam
exercícios de força, equilíbrio, flexibilidade e resistência aeróbica, destacam-se por sua eficácia
superior na promoção da saúde física e mental. Além dos efeitos sobre a capacidade funcional,
os resultados também indicam benefícios cognitivos expressivos, como o aumento médio de
2% no volume do hipocampo, estrutura cerebral associada à memória e aprendizagem. No
âmbito psicossocial, observou-se uma redução de até 35% nos sintomas depressivos entre os
idosos que aderem regularmente a programas de atividade física supervisionada. Contudo, a
realidade brasileira ainda apresenta sérias desigualdades quanto ao acesso a essas intervenções.
Apenas cerca de 32% dos municípios do país oferecem programas de atividade física adequados
e devidamente estruturados para a população idosa, sendo as regiões Norte e Nordeste as mais
afetadas por carência de infraestrutura e profissionais especializados. Fatores como
comorbidades, dificuldades de transporte e baixos níveis de escolaridade agravam ainda mais
as barreiras de acesso e adesão. Diante desse cenário, torna-se urgente a implementação de
políticas públicas mais abrangentes e adaptadas às diversidades regionais, priorizando a
expansão de programas comunitários, a capacitação de profissionais da saúde e a articulação
entre os diferentes níveis de atenção, visando superar as desigualdades estruturais existentes e
garantir envelhecimento ativo e saudável.