Misoginia em redes sociais: o papel da legislação brasileira no combate
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Resumo
O presente artigo analisa a manifestação da misoginia nas redes sociais sob a
perspectiva do Direito brasileiro, abordando sua configuração como crime
cibernético e os mecanismos legais disponíveis para seu enfrentamento. A
pesquisa, de natureza qualitativa, adota metodologia exploratória e descritiva,
fundamentada em levantamento bibliográfico e documental. O estudo resgata o
contexto histórico da misoginia, desde suas origens filosófico-religiosas até sua
reconfiguração no ambiente digital, destacando como as plataformas virtuais
potencializam discursos de ódio e violência simbólica contra a mulher.
Examina-se o arcabouço jurídico nacional, com ênfase nas disposições
constitucionais e nas leis infraconstitucionais aplicáveis, como a Lei Maria da
Penha, a Lei do Feminicídio, a Lei no 13.642/2018 - Lei Lola Aronovich e a Lei
no 14.132/2021 - Lei de CyberStalking. O caso de Lola Aronovich é utilizado
como estudo empírico para demonstrar os desafios na aplicação efetiva das
normas. Conclui-se que, apesar dos avanços normativos, ainda persistem
entraves estruturais e institucionais que dificultam a repressão eficaz da
misoginia online, evidenciando a necessidade de políticas públicas integradas,
capacitação de agentes estatais e aprimoramento legislativo para assegurar
uma proteção plena à dignidade feminina no espaço digital.
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Citação
BITENCOURT, Leandro Cintra SANTOS, Lucas Souza SANTOS, Elizangela de Souza Misoginia em redes sociais: o papel da legislação brasileira no combate Orient. Hiran santos coutinho junior. 2025. 17 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Centro Universitário UniFTC,Feira de Sanatana, 2025.