Reflexos da cultura do estupro no poder judiciário
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Resumo
O presente trabalho visa identificar se a cultura do estupro, que consiste na
culpabilização das vítimas de crimes sexuais e na legitimação da violência sexual
contra a mulher, fomentada no seio social, é reproduzida no poder judiciário.
Esta pesquisa é de cunho quali-quantitativo, pois foram analisados dados e
estatísticas de órgãos governamentais, bem como casos de estupros que
tiveram grande repercussão midiática, sendo que as informações foram retiradas
de diversas fontes como sites, blogs, jornais e redes sociais. Além disso, a
pesquisa bibliográfica foi realizada pautando-se em artigos relativos aos anos de
2017 a 2024, com maior ênfase naqueles datados a partir de 2021, pertencentes
a profissionais das diversas áreas das ciências humanas, não somente do
âmbito jurídico, mas da sociologia, filosofia, história e psicologia. Ainda, foi
apresentado um panorama histórico a fim de identificar quando a cultura do
estupro passou a se manifestar no país, a forma como ela se enraizou na
sociedade e o avanço da legislação penal brasileira a respeito dos crimes
sexuais, sendo citadas todas as alterações legislativas pelas quais passou o
ordenamento jurídico desde o primeiro Código Criminal do império em 1830. Ao
final, chegou-se à conclusão de que os estereótipos socias das vítimas de
violência sexual estão presentes nos atos do Estado, mais especificamente, nos
jurídicos, de modo que se tem a violência institucional a partir da culpabilização
da vítima e da naturalização da violência, perpetuando-se a cultura do estupro.
Descrição
Citação
SANTOS, Gabriele da conceição Reflexos da cultura do estupro no poder judiciário Orientador: Camila de Mattos Lima Andrade 2024.20p.Trabalho de Conclusão de Curso Interdisciplinar – Cursos de Direito Centro Universitário UniFTC,Jequié,2024.