Consumo de psicotrópicos como automedicação entre estudantes universitários: uma revisão sistemática.
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Resumo
A vida acadêmica é um momento vulnerável para iniciar o uso incorreto e indiscriminado de
medicamentos psicotrópicos, os quais geram consequências à saúde. Há um aumento
constante deste consumo entre os estudantes universitários, evidenciando o grave problema de
saúde pública. O objetivo do presente estudo foi analisar os fatores que influenciam na prática
da automedicação, detectar a classe mais utilizada, identificar o perfil dos usuários e verificar
a forma de acesso destes medicamentos. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, de
natureza descritiva, qualitativa e reflexiva. Utilizou-se como descritores a combinação das
palavras ‘Psicotrópicos AND Estudantes’. Dos 267 artigos encontrados, 5 foram selecionados
para comporem este trabalho. Ao todo, foram analisados 2.442 acadêmicos, havendo uma
predominância do sexo feminino, solteiros, sem filhos, com renda familiar entre 1 a 2 salarios
mínimos. A alta prevalência de depressão, ansiedade e estresse foram os principais fatores que
influenciam a automedicação, tendo os antidepressivos como os psicofármacos mais
utilizados. A aquisição é viabilizada pelo fácil acesso, compra clandestina e/ou
compartilhamento dos medicamentos entre amigos e familiares, além da percepção errônea de
que os medicamentos psicoativos são menos nocivos do que as drogas ilícitas. No geral, os
dados da investigação mostram elevadas taxas de consumo destas drogas entre os estudantes
universitários, condição que revela o sofrimento psíquico dos usuários e enfatiza a
importância do uso racional de psicofármacos e da educação sobre seus riscos.