As consequências do processo de intubação e os danos ocasionados nas vias aéreas: uma revisão integrativa da literatura.
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Resumo
Introdução: A intubação orotraqueal é um procedimento complexo que assegura o
suporte ventilatório para pacientes que apresentam alguma condição respiratória. No
entanto, por se tratar de um processo invasivo, a presença de tubos oro ou
nasotraqueais pode causar danos à mucosa devido a intubações prolongadas ou
traumáticas. Objetivo: Investigar as principais complicações da intubação
orotraqueal, além de analisar o papel do enfermeiro e odontólogo durante o
procedimento, a fim de detalhar medidas profiláticas essenciais e práticas que podem
ser adotadas para assegurar a segurança do processo e a continuidade do cuidado
ao paciente intubado. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura
(RIL) que possui caráter amplo. Foram realizadas pesquisas em base de dados
acadêmicos por meio da busca avançada, utilizando delimitadores de pesquisa para
1 Discente do curso de Enfermagem do Centro Universitário UniFTC de Salvador.
2 Discente do curso de Enfermagem do Centro Universitário UniFTC de Salvador.
3 Discente do curso de Enfermagem do Centro Universitário UniFTC de Salvador.
4 Discente do curso de Enfermagem do Centro Universitário UniFTC de Salvador.
5 Discente do curso de Odontologia do Centro Universitário UniFTC de Salvador.
6 Professor Orientador do Centro Universitário UniFTC de Salvador.
o levantamento de dados, empregando o Descritores em Ciências da Saúde (DeCS).
Resultados: Na aplicação adequada da técnica, apenas 23,1% dos anestesiologistas
afirmaram ter conhecimento da pressão adequada na cricóide, mas apenas 3,8%
responderam corretamente. A ocorrência de aspiração pulmonar foi identificada
dentro do grupo de pacientes que receberam essa pressão, ocorrendo em dez
pacientes (0,6%). Em relação a assistência e os cuidados após a intubação, a equipe
realizou apenas três cuidados do protocolo descrito da unidade. Alterações na
cavidade oral foram observadas pelos enfermeiros, porém não foram devidamente
registradas, com isso, a ausência do cirurgião-dentista foi notada como lacuna nos
cuidados prestados aos pacientes na UTI. No que diz respeito aos danos ocasionados
pela intubação orotraqueal, encontrou-se a redução da capacidade motora e da
sensibilidade local em pacientes intubados por mais de 48 horas, resultando na
disfagia. Onze pacientes desenvolveram estenose traqueal envolvendo 80% do
diâmetro traqueal. Oito casos de granulomas foram observados, com variadas
localizações e tamanhos, todos associados a úlceras. Três casos de lacerações
traqueais foram observados, um dos quais resultou em sepse e óbito. Ulcerações
dentro da amostra de setenta e três pacientes, cinquenta e um (69,9%) apresentaram
ulcerações. Conclusão: A intubação orotraqueal apresenta riscos e desafios,
destacando a importância de identificar problemas e danos associados. Protocolos de
via aérea segura, educação continuada, assistência pós-procedimento e a integração
do cirurgião-dentista na equipe da UTI são cruciais para garantir o conforto e
segurança do paciente.
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Palavras-chave
Citação
SANTOS, Bianca Costa dos; MAGARÃO, Isabela Oliveira; MOTTA, Julia Cardoso; MOREIRA, Lorenna Ferreira; CRUZ, Taiuana Feitosa da. As consequências do processo de intubação e os danos ocasionados nas vias aéreas: uma revisão integrativa da literatura. Orientador: Victor de Barros Serrano Neves. 2024. 27 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Odontologia e Enfermagem) – Centro Universitário UniFTC, Salvador, 2024.