A (IN)EXISTÊNCIA DE CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA A DISTINÇÃO ENTRE USUÁRIO E TRAFICANTE NA LEI DE DROGAS
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RESUMO
O presente artigo examina a problemática da distinção entre usuários e traficantes de drogas
com base na Lei 11.343/2006, popularmente conhecida como Lei de Drogas, e a (in)existência
de critérios objetivos para essa diferenciação. O objetivo principal da pesquisa é investigar como
a ausência de parâmetros claros e concretos na legislação atual leva a interpretações subjetivas
pelos operadores do direito, resultando em decisões judiciais inconsistentes e muitas vezes
seletivas. A metodologia adotada foi qualitativa, utilizando uma revisão bibliográfica e análise de
jurisprudências para avaliar o impacto dessas interpretações no sistema de justiça criminal
brasileiro. Os resultados revelam que a subjetividade na aplicação da lei contribui diretamente
para a seletividade penal, afetando desproporcionalmente indivíduos de baixa renda e grupos
racialmente marginalizados, especialmente jovens negros. Além disso, o estudo evidenciou que
a criminalização do uso de drogas, sem uma distinção clara entre o consumo pessoal e o tráfico,
reforça estereótipos sociais que perpetuam a desigualdade no sistema penal. Por fim, conclui-se
que uma reforma legislativa é necessária e urgente, a fim de estabelecer diretrizes objetivas que
proporcionem maior equidade na aplicação da lei e garantam a isonomia nas decisões judiciais.
O estudo reforça a importância de promover um debate mais aprofundado sobre a seletividade
penal e as consequências das atuais políticas de criminalização do uso de drogas no Brasil.
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JESUS,Tamires Cristo de JESUS,Tiago Santo de A (IN)EXISTÊNCIA DE CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA A DISTINÇÃO ENTRE USUÁRIO E TRAFICANTE NA LEI DE DROGAS Orientador: LAINE REIS DOS SANTOS ARAUJO 2024.18p.Trabalho de Conclusão de Curso Interdisciplinar (Graduação) – Cursos de Direito Centro Universitário UniFTC,Salvador,2024.