A aplicação da qualificadora da Lei 13.104/2015 para a mulher transexual vítima de feminicídio.
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Resumo
A violência doméstica contra mulheres afeta não apenas as vítimas diretas, mas também a
sociedade em geral, impactando crianças, idosos e outros grupos. No Brasil, a proteção legal
ganhou força com a Constituição de 1988, seguida pela Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) e
pela Lei do Feminicídio (Lei 13.104/15), que tornou o feminicídio um crime hediondo. Este
artigo busca responder à questão: a Lei do Feminicídio pode ser aplicada aos homicídios de
mulheres transexuais, e como essa proteção pode ser ampliada? O estudo justifica-se pela
necessidade de reduzir a discriminação e exclusão social enfrentadas pela população trans,
propondo uma análise dos marcos legislativos e conquistas legais das pessoas transsexuais. No
contexto da violência doméstica, avalia a proteção jurídica oferecida a mulheres transsexuais e
identifica lacunas no tratamento dessas vítimas sob a Lei do Feminicídio. A metodologia
adotada é exploratória e analítica, utilizando revisões bibliográficas e jurisprudências para
sugerir formas de ampliação da proteção jurídica a mulheres trans. Conclui-se que, embora
avanços tenham sido feitos, como a criação de leis específicas, ainda existem lacunas na
aplicação da Lei do Feminicídio para mulheres transsexuais. O reconhecimento de sua
identidade de gênero e a inclusão mais clara dessas mulheres na legislação são essenciais para
combater a crescente violência contra essa população, sendo necessário um esforço contínuo
para garantir uma proteção mais efetiva e inclusiva no sistema jurídico brasileiro.
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SANTOS, Chanandra; SOUZA, Marcos Ilauro. A aplicação da qualificadora da Lei 13.104/2015 para a mulher transexual vítima de feminicídio. Orientadora: Lisdeili Maria Nobre Guimarães Dantas. 2024. 14 p. Trabalho de Conclusão de Curso Interdisciplinar (Graduação) – Curso de Direito, Centro Universitário Unex, Itabuna, 2024.