PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO EM ACIDENTES COM MOTOCICLETA ATENDIDOS EM UM HOSPITAL DE GRANDE PORTE DA BAHIA
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Resumo
O traumatismo cranioencefálico (TCE) decorrente de acidentes
motociclísticos representa importante problema de saúde pública devido à elevada
gravidade clínica, frequência de sequelas neurológicas e impacto socioeconômico
associado ao neurotrauma. Nesse contexto, torna-se necessário ampliar o conhecimento
acerca do perfil epidemiológico e dos fatores relacionados à gravidade dessas vítimas.
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico de pacientes com traumatismo
cranioencefálico decorrente de acidentes motociclísticos atendidos no Hospital Geral
Clériston Andrade (HGCA), bem como investigar os fatores associados à gravidade
clínica e à presença de lesões traumáticas associadas. Método: Realizou-se um estudo
observacional, prospectivo, analítico e transversal, com abordagem quantitativa,
desenvolvido no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, Bahia. A
coleta de dados ocorreu de janeiro a maio de 2026. A amostra foi não probabilística por
conveniência e, após a exclusão de duplicidades, resultou em 113 pacientes válidos com
traumatismo cranioencefálico decorrente de acidentes envolvendo motocicletas ou
ciclomotores. Os dados foram coletados por meio de prontuários eletrônicos,
questionários estruturados ao paciente ou acompanhante, contemplando variáveis
sociodemográficas, clínicas, comportamentais e relacionadas à dinâmica do trauma. Os
dados foram organizados no Microsoft Excel 2019 e posteriormente analisados no
software R (versão 4.5.1), utilizando estatística descritiva, testes inferenciais e Análise
de Componentes Principais (PCA) exploratória, adotando-se nível de significância de
5% (p menor ou igual a 0,05).. Resultados: Foram avaliados 113 pacientes, com
predomínio do sexo masculino, adultos jovens e indivíduos negros. A ausência do uso
do capacete apresentou associação estatisticamente significativa com maior gravidade
do traumatismo cranioencefálico, evidenciando maior frequência de TCE grave entre os
pacientes não protegidos. Observou-se elevada frequência de lesões traumáticas
associadas, especialmente fraturas faciais e hematomas intracranianos. A análise
multivariada demonstrou agrupamento consistente entre uso de capacete e ocorrência
de traumas leves, enquanto os casos graves concentraram-se próximos ao vetor de lesões
associadas e em direção oposta ao vetor de proteção craniana. O consumo de álcool
apresentou elevada frequência na amostra, porém mostrou associação predominante
com o perfil comportamental dos pacientes, sem acompanhar diretamente o eixo
principal de gravidade clínica do trauma. Conclusão: O perfil epidemiológico das
vítimas foi marcado pelo predomínio de homens jovens, negros e expostos a
comportamentos de risco. A não utilização do capacete associou-se diretamente à maior
gravidade do traumatismo cranioencefálico e à maior ocorrência de lesões traumáticas
associadas, reforçando a importância de estratégias preventivas e políticas públicas
voltadas à redução da morbimortalidade relacionada ao neurotrauma
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Palavras-chave
Citação
ESTRELA, Breno Marques Barbosa; SILVA, Elizabeth Bitencourt Castro; CARVALHO, Fabiana da Silva; TANURI, João Pedro Santana; MENDONÇA, Rafael Ramos de Oliveira. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO EM ACIDENTES COM MOTOCICLETA ATENDIDOS EM UM HOSPITAL DE GRANDE PORTE DA BAHIA. Orientador: Reniel Heringer dos Santos; Coorientador: Tarciso de Figueiredo Palma. 2026. 22p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Curso de Medicina, UNEX, Feira de Santana, 2026.