A violência patrimonial sofrida por crianças e adolescentes em decorrência do abuso do poder familiar.
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Resumo
O presente trabalho teve por objetivo a investigação sobre a violência patrimonial
sofrida pelos filhos que ainda não alcançaram a maioridade legal, por meio do abuso do
poder familiar, que ocasiona lesões ao patrimônio dos descendentes. A finalidade deste
trabalho foi de traçar um contexto histórico do “pátrio poder”, atualmente conhecido
como poder familiar, e pontuar as mudanças nas relações sociais referentes ao tema,
com o intuito de levantar questionamentos não apenas sobre quais os limites da
intervenção do Estado no binômio poder familiar e proteção dos direitos das crianças e
adolescentes; mas também como esses responsáveis responderiam civilmente em caso
de dano ao patrimônio da criança ou do adolescente; e até que ponto os pais devem ser
responsabilizados legalmente. A análise foi estabelecida à luz das leis e dos princípios
destinados à proteção da criança e do adolescente e, não obstante, da análise de casos
práticos e dos projetos de Lei que estabelecem diretrizes para a administração, gestão e
proteção de proventos advindos do trabalho artístico ou esportivo infantil. Com o
desenvolvimento da pesquisa, foram descritos eventos relacionados à questão
histórica/social do pátrio poder para com as crianças, o gap entre os direitos da mulher
frente aos das crianças e adolescentes e a intervenção do Estado para moldar as
necessidades da sociedade. Como resultado da pesquisa, percebeu-se que, embora
existam Projetos de Lei em tramitação no congresso nacional, ainda há lacunas
legislativas para amparar as crianças e os adolescentes que sofrem violência patrimonial
em decorrência do abuso do poder familiar, quando se trata de uso indevido dos bens
obtidos pelo próprio trabalho dos menores.