Saúde mental de trabalhadores da enfermagem em unidades de terapia intensiva: uma revisão sistemática da literatura

Resumo

O cenário global de precarização do trabalho e subfinanciamento imperam na criação de ambientes de adoecimento para trabalhadores da saúde, ferindo os princípios e diretrizes do SUS. Destacam-se os impactos na área de Terapia Intensiva, onde as demandas emocionais e técnicas do trabalho são mais específicas. Este estudo objetiva investigar as condições de saúde mental e de trabalho de profissionais da enfermagem em Unidades de Terapia Intensiva. Trata-se de uma revisão de literatura, transversal e descritiva, com artigos selecionados a partir da pesquisa dos descritores “mental health”, “Intensive Care Units”e “nurses” nas bases de dados Scielo, Pubmed/Medline e LILACS e da aplicação de critérios de inclusão. A partir da leitura de títulos e resumos, foram selecionados 08 artigos de campo publicados nos últimos 05 anos e disponíveis para leitura na íntegra no idioma português para análise descritiva, com informações dispostas em uma tabela. Os estudos destacaram que baixa remuneração, problemas de infraestrutura; alta carga horária de trabalho, múltiplos vínculos; aproximação com a morte e com o luto; e relações de trabalho marcadas pela subordinação e falta de autonomia impactam diretamente na saúde mental dos profissionais. Além disso, foi observada prevalência de distúrbios psíquicos menores e Síndrome de Burnout em todas as pesquisas. A pandemia da COVID-19 agravou esta problemática. Considera-se que a desmobilização da classe trabalhadora contribui para o estabelecimento deste cenário e levanta-se reflexões sobre o impacto deste adoecimento psíquico em massa para a qualidade e a humanização da assistência ao usuário. Sugere-se maiores pesquisas para o aprofundamento destes levantamentos. da assistência ao usuário. Sugere-se maiores pesquisas para o aprofundamento destes levantamentos.

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