Superlotação do sistema prisional e a (in)eficácia da Lei de Execução Penal.
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Resumo
A Lei de Execução Penal (Lei no 7.210/1984) foi instituída com a finalidade de assegurar
condições que viabilizem a reintegração social dos apenados e egressos, por meio da garantia
de direitos fundamentais como o trabalho, a educação, a assistência à saúde e a convivência
familiar. Esses pilares são essenciais para a redução da reincidência criminal e para a promoção
da dignidade humana. No entanto, a realidade do sistema prisional brasileiro revela um cenário
alarmante, no qual a superlotação das unidades penitenciárias se configura como um dos
principais entraves à efetivação das diretrizes da LEP. Ambientes insalubres, falta de estrutura
básica e estigmatização social dificultam a aplicação plena dos dispositivos legais, criando um
ciclo de exclusão e reincidência. Nesse contexto, questiona-se: de que maneira a superlotação
das unidades prisionais compromete a efetividade da Lei de Execução Penal no Brasil,
especialmente no que diz respeito à garantia dos direitos fundamentais dos apenados? O
objetivo geral da pesquisa é avaliar como tal superlotação afeta a aplicação da LEP, com
objetivos específicos voltados à mensurar o grau de superlotação, identificar as violações de
direitos, analisar barreiras institucionais e elaborar propostas de melhoria. A metodologia
adotada é qualitativa, com método bibliográfico e abordagem exploratória, fundamentada em
análise de doutrina, jurisprudência, legislação e revisão sistemática de literatura. Os resultados
confirmam que a superlotação prisional compromete gravemente a eficácia da LEP,
inviabilizando a garantia de direitos fundamentais e a função ressocializadora da pena,
exigindo, assim, medidas estruturais de descompressão e reintegração social efetiva.
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SANTOS, Janiclea França dos; SOUSA, Camila de Oliveira; BRANDÃO, João Vitor Nascimento; SANTOS, João Gustavo. Superlotação do sistema prisional e a (in)eficácia da Lei de Execução Penal. Orientadora: Lisdeili Maria Nobre Guimarães Dantas. 2025. 17 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Centro Universitário de Excelência, Itabuna, 2025.