Metanfetamina: a epidemia silenciosa - explorando perspectiva farmacêutica, impactos psicológicos e consideração odontológica

Resumo

A metanfetamina, uma substância sintética do grupo das anfetaminas, possui efeitos estimulantes potentes no sistema nervoso central (SNC). Consumida de diversas formas — seja fumada, injetada ou ingerida —, essa droga provoca um aumento acentuado na liberação de dopamina, resultando em uma sensação temporária de prazer e euforia. No entanto, as consequências negativas são arrasadoras, tanto a curto quanto a longo prazo. Entre os efeitos imediatos estão a taquicardia, aumento da pressão arterial, hiperatividade e distúrbios do sono. Além das repercussões neurológicas e psiquiátricas, o uso crônico de metanfetamina está associado a sérios problemas na cavidade oral. Esses problemas são exacerbados pelo estilo de vida dos usuários, que muitas vezes incluem má higiene oral, alimentação inadequada e o consumo de substâncias ácidas e doces, que aumentam o desgaste dos dentes. A compreensão detalhada desses aspectos é fundamental para enfrentar os desafios clínicos e sociais impostos pelo abuso dessa substância. Para tanto, o estudo se estrutura em uma revisão de literatura, explorando os mecanismos neurobiológicos envolvidos no consumo de metanfetamina, bem como suas consequências para a saúde bucal. Objetivo: Esta pesquisa tem como objetivo examinar os efeitos neurobiológicos da metanfetamina, com foco em suas expressões orais, com o objetivo de expandir o entendimento acerca dos efeitos desta substância e debater abordagens clínicas para o tratamento de seus usuários. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura com base nas plataformas de dados PUBMED, LILACS e SCIELO, utilizando palavras-chave relacionadas ao uso de metanfetamina e seus efeitos neurobiológicos e bucais. Foram incluídos artigos científicos, teses, dissertações e publicações que abordam as consequências do uso crônico de metanfetamina no SNC e na saúde oral, publicados nos últimos 5 anos. Resultado: Estudos revisados apontam que o uso prolongado de metanfetamina gera diversas alterações tanto neuroquímicas quanto estruturais no cérebro, afetando principalmente os circuitos dopaminérgicos. Essas mudanças não apenas estão ligadas ao surgimento de distúrbios psiquiátricos, como depressão e psicose, mas também contribuem para o comprometimento da saúde bucal. A droga provoca uma diminuição significativa do fluxo de saliva, levando à xerostomia (boca seca), o que aumenta substancialmente o risco de cáries e outras doenças bucais. Além disso, os usuários costumam adotar comportamentos de risco, como negligenciar a higiene bucal e consumir alimentos e bebidas que favorecem ainda mais o desenvolvimento de cáries e a deterioração dos dentes. Conclusão: O consumo constante de metanfetamina causa um efeito destrutivo tanto no sistema nervoso quanto na saúde oral dos seus utilizadores. A substância causa dependência intensa e prejudica funções cognitivas e emocionais, ao passo que problemas bucais relacionados, como cáries e xerostomia, pioram

Descrição

Citação

VELOSO, Amanda Silva Albuquerque; BARROS, Rafael Oliveira Santos; VONO, Rebeca Kimberly; MOTA, Sâmila Rafaela Anacleto; SANTANA, Vitor Ferrício Guimarães. Metanfetamina: a epidemia silenciosa - explorando perspectiva farmacêutica, impactos psicológicos e consideração odontológica. 2024. 20 f. Trabalho de Conclusão de Curso Interdisciplinar (Graduação em Psicologia, Odontologia e Farmácia) – Centro Universitário UniFTC, Salvador, 2024.

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por