(IN)ACESSIBILIDADE DA TERAPIA PARA PESSOAS LGBTQIAPN+: DESAFIOS HISTÓRICOS E LACUNAS NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Resumo

O presente estudo visa discutir os principais desafios enfrentados por pessoas LGBTQIAPN+ no acesso à terapia, destacando as lacunas na formação profissional de psicólogos e os impactos subjetivos de práticas clínicas não humanizadas. A Psicologia, enquanto ciência e prática profissional, desempenha um papel essencial na promoção da saúde mental e no acolhimento da diversidade humana. No entanto, essa comunidade historicamente enfrentou marginalização, patologização e exclusão dos espaços terapêuticos. Apesar de avanços legais e éticos, ainda persistem barreiras significativas no acesso à psicoterapia por parte dessa população. A pesquisa que fundamenta este artigo adota uma abordagem qualitativa, com caráter descritivo e explicativo. O estudo foi realizado com pessoas LGBTQIAPN+ residentes em Vitória da Conquista (BA), que relataram experiências de exclusão ou negligência em contextos terapêuticos e psicólogos clínicos com mais de 6 anos de formação. A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas semi estruturadas, com base em um roteiro flexível que permitiu aos participantes expressarem suas vivências de forma livre e espontânea. Observou-se padrões de exclusão simbólica, ausência de validação das identidades LGBTQIAPN+ além de falta de preparo dos profissionais ao acolher essa população. Portanto, é urgente que os cursos de Psicologia incluam em sua grade curricular conteúdos que abordam criticamente as questões de gênero e sexualidade, e que os profissionais em atuação revisitam suas práticas à luz dos princípios éticos e dos direitos humanos.

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GONÇALVES, Isabela; SILVA, Lídia Pereira e; LIMA, Salete Barbosa de. (In)acessibilidade da terapia para pessoas LGBTQIAPN+: desafios históricos e lacunas na formação profissional. Orientadora: Gênesis Guimarães Soares. 2025. 75 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Centro Universitário de Excelência UNEX, Vitória da Conquista, 2025.

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