A relação do diabetes mellitus com feridas no âmbito da atenção primária

Resumo

O Diabetes Mellitus representa um grande desafio para os sistemas de saúde, especialmente devido à falta de cuidados integrais e às condições socioeconômicas desfavoráveis, que aumentam a ocorrência de feridas crônicas em pacientes diabéticos. Diferentes das lesões agudas, essas feridas causam sintomas contínuos, perda de funcionalidade, dor e comprometem a qualidade de vida, afetando tanto os pacientes quanto suas famílias. É crucial não apenas tratar as feridas, mas também oferecer um atendimento abrangente que minimize complicações. Além disso, a disseminação do conhecimento é fundamental para reduzir a prevalência dessas condições. O objetivo deste estudo é aprofundar a compreensão do perfil de pacientes com Diabetes Mellitus (DM) e analisar o impacto e a prevalência das feridas crônicas nesse grupo. Trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa, realizada com base no método de Whittemore e Knafl (2005), que visa explorar a relação entre diabetes e feridas crônicas em ambientes de Atenção Primária à Saúde (APS). A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e abrangeu o período de 2006 a 2019, tendo em vista a escassez de artigos recentes relacionados ao tema e os impactos da pandemia de COVID-19 na produção científica. Foram incluídos 10 artigos após aplicação de critérios rigorosos de inclusão e exclusão. Os resultados desta pesquisa evidenciam a importância da interprofissionalidade no manejo de feridas crônicas em pacientes diabéticos, destacando que a colaboração entre profissionais de saúde é essencial para o cuidado integral, a prevenção de complicações e a promoção de qualidade de vida. Além disso, reforça-se a necessidade de estratégias preventivas, intervenções eficazes e educação continuada, capacitando tanto profissionais quanto pacientes para um manejo mais eficiente das lesões.

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