O tráfico de drogas e a economia informal: mecanismos de introdução de recursos ilícitos no sistema financeiro brasileiro.

Resumo

O narcotráfico constitui atividade ilícita de lucratividade expressiva global, impondo desafios aos sistemas de controle financeiro e segurança pública. No Brasil, a economia informal representa aproximadamente 17,8% do PIB, configurando ambiente vulnerável à circulação de capitais externos aos mecanismos regulatórios e favorecendo a dissimulação de recursos criminosos. Investiga-se de que maneira o tráfico de drogas utiliza os mecanismos da economia informal para introduzir recursos ilegais no sistema financeiro brasileiro. O trabalho objetiva analisar os processos de instrumentalização empregados pelo narcotráfico, identificando setores vulneráveis, estratégias de lavagem e o papel das autoridades reguladoras. Parte-se da hipótese que a fragilidade fiscalizatória sobre a economia informal, somada às brechas regulatórias, possibilita que recursos do tráfico sejam progressivamente inseridos em atividades econômicas formais. Metodologicamente, adota- se pesquisa qualitativa exploratória, de abordagem dialética, fundamentada em procedimentos bibliográficos e documentais. As principais considerações apontam que setores como postos de combustíveis, varejo informal, franquias e fintechs apresentam vulnerabilidades exploradas por meio de técnicas sofisticadas incluindo fracionamento de valores, empresas fictícias e infiltração em negócios legítimos, exigindo aprimoramento das políticas públicas, fortalecimento da fiscalização e intensificação da cooperação interinstitucional para preservação da integridade do sistema financeiro brasileiro.

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SOUSA, Eduigen Lima Lopes; MOURA, Iasmim Silva. O tráfico de drogas e a economia informal: mecanismos de introdução de recursos ilícitos no sistema financeiro brasileiro. Orientador: Adive Cardoso Ferreira Júnior. 24 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Centro Universitário de Excelência, Itabuna, 2025.

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