O encarceramento feminino em duas cidades da Bahia: uma análise das desigualdades de gênero no cárcere. 2024.
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Resumo
Este estudo analisa o encarceramento feminino em duas cidades da Bahia,
destacando como desigualdades de gênero, etnia e a seletividade penal afetam
desproporcionalmente mulheres em condições de vulnerabilidade. Utilizando uma
metodologia mista que abrange análise documental, estatísticas, entrevistas
semiestruturadas e questionários, identificou-se que o tráfico de drogas é o principal
motivo de prisões femininas. A pesquisa ressalta os papéis periféricos
desempenhados pelas mulheres nessas atividades ilícitas, muitas vezes em
contextos de coação ou dependência emocional, especialmente de seus
companheiros ou familiares. Além disso, o estudo evidencia as condições precárias
das prisões femininas, como superlotação, falta de privacidade e acesso limitado a
cuidados de saúde adequados. O impacto do encarceramento estende-se para além
das mulheres presas, afetando profundamente suas famílias, em particular lares
chefiados por essas mulheres. O estudo também reflete sobre os fenômenos
socioeconômicos que contribuem para a criminalização feminina, como a pobreza e
a exclusão social. Diante desses achados, torna-se evidente a necessidade de
repensar o sistema prisional dessas cidades, implementando políticas públicas que
promovam justiça equitativa e respeitem os direitos humanos. Conclui-se que
alternativas ao encarceramento, aliadas a estratégias de inclusão social, são
fundamentais para romper os ciclos de exclusão e desigualdade que marcam a vida
dessas mulheres. Palavras-Chave: Mulheres encarceradas. Inquéritos Policiais.
Restrição e Liberdade.
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PASSOS, Andressa Gabrielli Souza; RAMOS, Ayla Micaelly da Silva Aragão; MENEZ, Raquel Gonçalves. O encarceramento feminino em duas cidades da Bahia: uma análise das desigualdades de gênero no cárcere. 2024. 20 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Centro Universitário UniFTC, Jequié, BA, 2024. Orientador: Miguel Borges Santos Bomfim.