Abordagens psicossociais e terapeuticas no cuidado oral de pacientes com tea: colaboração entre psicologia, odontologia e farmácia.
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Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta a interação social e a
comunicação, com uma prevalência de 1 em 160 crianças. Indivíduos com TEA
frequentemente têm preferências alimentares restritivas, o que pode prejudicar a saúde
bucal e aumentar o risco de cáries e doenças periodontais. Objetivo: Revisar as principais
descobertas científicas sobre o impacto do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no
comportamento e na saúde bucal desses pacientes. Método: A revisão da literatura foi
realizada por meio de uma busca nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo
publicações entre 2014 e 2024 através dos descritores: autismo, saúde bucal, Tea e
psicofarmacologia. Foram aplicados critérios de inclusão, como a consideração de estudos
por pares que envolvessem pessoas com TEA e que abordassem a saúde bucal. Os criterios
de exclusão incluiram artigos não revisados por pares, estudos fira do escapo do TEA e
publicações anteriores a 2014. Resultados: O estudo destaca a importância de uma
abordagem multidisciplinar, envolvendo psicologia, odontologia e farmácia, para o
tratamento de indivíduos com TEA. Os estudos revelaram que esses pacientes apresentam
uma alta prevalência de problemas bucais, como cárie e gengivite, devido a dificuldades
motoras e sensibilidade tátil. A resistência ao tratamento odontológico é um desafio
significativo, sendo necessárias técnicas adaptadas e intervenções comportamentais para
melhorar a adesão às práticas de higiene bucal. Além disso, o uso de medicamentos
psicotrópicos, como antipsicóticos, mostrou-se eficaz no controle de sintomas
comportamentais, mas deve ser acompanhado de intervenções comportamentais para
maximizar os resultados. Conclusão: A colaboração entre profissionais de diferentes áreas
é fundamental para garantir um cuidado integral e personalizado, promovendo uma melhor
qualidade de vida para os indivíduos com TEA.