Direito das presidiárias: a violação de direitos humanos em penitenciárias femininas no Brasil.
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Resumo
O presente trabalho analisa as violações de direitos humanos nas
penitenciárias femininas brasileiras, evidenciando como a estrutura prisional,
historicamente concebida para homens, perpetua desigualdades de gênero e nega
condições mínimas de dignidade às mulheres privadas de liberdade. A pesquisa parte
da constatação de que o crescimento da população carcerária feminina no Brasil está
diretamente relacionado à vulnerabilidade social, à pobreza e à discriminação de
gênero, refletindo a omissão estatal no cumprimento das garantias constitucionais e
dos tratados internacionais de proteção aos direitos humanos. O estudo tem como
objetivo geral compreender de que maneira o sistema penitenciário brasileiro contribui
para a violação dos direitos humanos das presidiárias e quais os impactos dessa
realidade em suas condições de vida. Para tanto, utilizou-se uma metodologia
qualitativa, com abordagem exploratória e descritiva, fundamentada em revisão
bibliográfica, abrangendo legislações, relatórios de órgãos oficiais, como DEPEN,
CNJ, ONU e OEA e pesquisas acadêmicas. Constatou-se que as principais violações
estão relacionadas à precariedade das condições de saúde e higiene, convivência
materna, à violência institucional e às barreiras no acesso à justiça, revelando um
cenário de desrespeito à dignidade humana e à igualdade de gênero. Ao final,
propõem-se diretrizes e políticas públicas voltadas à efetivação dos direitos das
mulheres encarceradas, com base nos princípios constitucionais e nas Regras de
Bangkok, reafirmando a urgência de uma abordagem de justiça de gênero no sistema
prisional brasileiro.
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Citação
SANTOS, Davi Damasceno; BARRETO, Evelyn Karoline; SILVA, Kailane Fernanda Souza. Direito das presidiárias: a violação de direitos humanos em penitenciárias femininas no Brasil. Orientador: Rafael Freire Ferreira. 11 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Centro Universitário de Excelência, Itabuna, 2025